Rat Park - a ociosidade leva as drogas - Clinica IBTA Saúde

Rat Park - a ociosidade leva as drogas


Rat Park - a ociosidade leva as drogas

O ser humano tem uma grande necessidade de ser aceito. Mais do que isso, de fazer parte de um grupo. Ele precisa se sentir aceito pela sociedade.

Quando uma pessoa está feliz e em paz consigo mesma, cria laços de amizades e relacionamentos saudáveis com pessoas que estão ao seu redor.

Mas esse cenário muda quando há um desequilíbrio interno, que pode ser causado pelo isolamento social, por depressão ou por traumas.

Nesses casos, a pessoa busca criar um laço com alguma coisa que traga alívio imediato.

Esse laço não está necessariamente ligado às drogas. Muitas vezes pode ser algo relacionado à compulsão alimentar, vício em jogos de azar, pornografia, e, claro, às drogas.

O vício que as pessoas criam com as drogas é uma forma de manifestar um desequilíbrio interno e a desconexão com o mundo externo. E todo mundo já passou por um período assim, pelo menos uma vez na vida.

Alguns estudos sugerem que o que causa o vício não é necessariamente a substância química, e sim as condições vividas por cada um.

Prova disso é que nem todas as pessoas se viciam em drogas. Algumas usam por prazer, mas conseguem deixar de usar quando querem. Outras pessoas não. Por que isso acontece?

Bem, existe uma teoria que pode tentar explicar esse fenômeno. Ela foi formulada em meados dos anos 70 nos Estados Unidos por um psicólogo chamado Bruce Alexander.

O experimento é simples. Basta colocar um rato preso em uma gaiola sozinho, sem nenhuma companhia.

Então, são colocadas duas garrafas de água, uma contendo água, uma contendo água pura e a outra água misturada com algum tipo de entorpecente.

O esperado é que o rato comece a consumir a droga até que tire a sua própria vida. E é isso mesmo que acontece.

Porém, em meados dos anos 70, Bruce pensou em fazer esse experimento de uma maneira diferente.

Ele criou o “Parque dos Ratos”, que nada mais era do que uma gaiola gigante com um monte de coisas para os ratos se distraírem, como bolinhas, brinquedos, túneis. E, claro, poderiam copular a qualquer momento.

Nesse mesmo ambiente foram colocadas as garrafas de água com a água pura e a água com os entorpecentes.

O resultado foi inesperado. Alguns ratos até tomavam a água com a droga, mas não se viciavam. Não morriam de overdose.

Analisando o que foi estudado, podemos chegar à conclusão de que esse resultado não foi mero acaso.

Os ratos eram livres, podiam criar laços e estavam com a cabeça ocupada com outras coisas. Enquanto viviam presos e sem mais nada para fazer, a única coisa que encontravam era o prazer de se drogar.

Com os humanos, isso não acontece de forma diferente!


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